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16 de junho de 2026

Pare de Caçar Tantos Mistérios em Deltarune: O Próprio Jogo Já Desistiu de Você


Falando de novo sobre Deltarune mas uh - na verdade é sobre Toby Fox, Gaster e como musica é física,,? Sei lá

(Como eu disse no texto - Tava doente e com o cérebro lento, então fiz algumas atualizações)

(https://www.instagram.com/p/DL0P9wNP2Ey/)

DELTARUNE TOMORROW FOR REAL. IS DELTARUNE SUMMER AGAIN, DELATRUUUUUUUNNNNNNEEEEEEE HEEEEEEEEEELLLLLLLLL NAAAAAAHHHHHHH



Mn eu tô com uma preguiça ABSURDA de escrever essa porraKKKKKKKKKKK. E eu tô todo lezado, doente pra caraio, meu cérebro virou um pudim, mas claro… Vamos fritar nossos neurônios, porque não????

E mesmo assim isso aqui provavelmente vai virar mais um texto gigantesco, muito mal organizado e delulu, porque aparentemente eu sou incapaz de ter pensamentos normais sobre qualquer coisa relacionada a Deltarune,,, sobre qualquer coisa no geral.


Vou de novo deixar uma playlist aqui caso você queira ler ouvindo musiquinhas selecionadas.

Meu último comentário sobre Deltarune ficou toda largada num canto, abandonada, estraçalhada, mas ela não morreu não tá. Ela continua válida. Só que com os capítulos novos e ela ganhou novos galhos, que vão voltar a ser mencionados provavelmente quando eu largar de cu doce e escrever uma leitura mais geral sobre o Kris e o que pra mim Deltarune nitidamente tá tentando falar sobre,,, Até o final do blog tbm é bem provável que vc acabe pegando spoiler da minha """teoria""" hehh,, mas quero falar oque preciso aqui antes do lançamento do cap 5 independente.

Assim como vou fazer mais leituras e mais comentários. Porque, porra, Deltarune é meu jogo favorito, eu tenho aproximadamente quinze milhões de palavras guardadas na garganta sobre essa franquia, e o principal que é o "MANO COMO ESSA COMUNIDADE TEM TANTA GENTE E POQUISSIMAS FALAM SOBRE ESSAS COISAS?????"-- as coisas q eu penso e vou falar no caso. 

ENFIMMMM

Hoje eu quero falar sobre o queridão de todos,Toby Radiation Fox,quero fazer críticas leves à comunidade, e quero oprimir W. D. Gaster.

Especialmente o Gaster.

Principalmente o Gaster.

Sempre o Gaster.

Porque eu estou cansado desse homem. Ou da ideia desse homem. Ou na crença metafísica coletiva que prende a maior parte da comunidade nesse homemKKKKKKK. Seja lá o que ele é, essa coisa ai.

E sim, eu sei. Nem toda obra reflete diretamente seu criador ou é um espelho, o autor usando uma máscara. Mas, de qualquer forma, elas vieram de algum cérebro, não é mano? Eu acho que Undertale e Deltarune definitivamente vieram de um cérebro,,, independente de não serem autobiográficos, nem revelarem a vida pessoal do Toby. E, sinceramente, eu nem acho isso interessante. Eu não quero saber mais da vida pessoal do cara. Não preciso, o essencial todos nós sabemos: o cara é foda KKKKKK e é homestucker KKKKKK.

Eu estava a fim de mencionar o 'Big Five' e fazer análises e explicações melhores sobre que tipo de artista você é baseado na sua personalidade, mencionar de forma mais profunda o conceito de 'morte do autor' e como o público canibaliza a arte, até porque o Toby viu o próprio amigo, Andrew Hussie, perder o controle sobre o significado de Homestuck por causa de uma fandom histérica. Ele tem medo de sofrer o mesmo destino aqui. Mas é sério, mano, estou com muita preguiça, e ficando meio triste, a cada segundo que eu reviso esse blog eu gosto menos dele, então sei lá. Recomendo esse vídeo como resumo caso sirva de alguma coisa: https://youtu.be/oLu9I7tkfp8?si=yCjmoolPby2DJgYv
E o medo de 'morte do autor' provavelmente vai ficar explicito enquanto eu vou comentando.

Agora, as influências dele? As fandoms que moldaram ele? Os valores que aparecem repetidamente nas histórias que ele admira? Coisas que ele escolhe escrever, que ele escolhe criticar? Qual mensagem ele tá buscando transmitir? Isso tudo vaza de um jeito que dá pra ser lido pela própria lore dos jogos.

E igual um bueiro de estação durante uma chuva apocalíptica.

Você consegue ver. Você consegue sentir. Você consegue interpretar.

Pelo menos pra mim uhhh,,, Dawmmnn...

VOLTANDO, eu fico meio triste quando vejo discussões sobre Undertale e Deltarune, porque uma quantidade absurda de teorias parece tratar Toby Fox como se ele simplesmente não fosse relevante, ele é só um ester egg né? O cachorro q te atropela e faz palhaçada. E a obra apareceu espontaneamente no universoKKKKK. Os personagens, temas, mensagens, escolhas narrativas e símbolos brotaram do chão por geração espontânea. O criador não tem relevância alguma dentro da própria criação.


O que é engraçado. Porque eu sinceramente acho que Toby Fox é uma das presenças mais visíveis dentro da própria obra, pra além dos cachorrinhos brancos aleatórios é claro. Ele está em todo lugar. Ele está nos diálogos. Nas piadas. Nos silêncios. Nos desconfortos. Nas escolhas. Nas coisas que ele permite que aconteçam. E principalmente nas coisas que ele NÃO permite.

Mas enfim.

Além do criador de dois dos jogos independentes mais importantes da indústria. Além do inventor da música. Além do homem que aparentemente acorda todo dia e escolhe ignorar completamente a existência da América Latina pq o Japão é mais foda,,, O que se passa na cabeça desse zé pra fazer o que ele tá fazendo?



Há um tempo atrás eu vi um vídeo de um gringo explicando pra uma galera mais nova quem era W. D. Gaster. Porque hoje em dia existe uma geração inteira entrando em Undertale pela primeira vez, que vira pra comunidade e pergunta: "Quem caralhos é esse tal de Gaster?"

E pra responder o cara começou a explicar toda a história. Os mistérios. As teorias. Os eventos. Os easter eggs. Os arquivos. Os segredos. Dando voltas e voltas e voltas.

Quando a resposta mais honesta do universo talvez seja:

"Gaster é importante porque nós ficamos obcecados."

Só isso.

Porque olhando friamente? Quando eu era criança eu assistia vídeos sobre Gaster. E eu adorava. Mas quando você junta todas essas teorias numa pilha gigante e olha de longe... Toda a questão do Gaster começa a ter outro tom.

Porque tá. Ele é o cientista. Ele é o homem que fala com as mãos. Ele caiu em sua própria criação. Ele está espalhado pelo tempo. Pelo espaço. Pela realidade. Beleza.

E daí? Qual é a relevância disso de verdade?

Ele é um deus? Um demônio? Uma entidade cósmica? O chefão final da existência?

Ou talvez ele seja só um sprite que um adulto que não era tão foda em programação largou no primeiro jogo dele sem ter muito significado, potencialmente colocada ali só para o cara não ser mencionado apenas em diálogos, e depois descartado porque não tinha necessidade. Até porque, lembrando, Toby foi desleixado e esqueceu um monte de coisa no código quando lançou o jogo, inclusive de proteger a 'Entry 17' com o Dogcheck (o sistema que barra quem fica mechendo no código atualmente), e teve que ir lá e trancar tudo nas atualizações recentes.

Na melhor das hipóteses ele é só o que a história nos confirmou até agora. Um cientista. Um pesquisador. Que talvez, só talvez pra além disso, uma pergunta, um teste, o jogo olhando de volta, verificando se você está prestando atenção, uma ferramenta narrativa. 

Um cientista que SE PERDEU na sua busca de logica, ciência, significado.
E agora ele é o único que não possui mais oportunidade de se divertir junto dos outros monstros (se vc for pela rota pacifista de Undertale).

Uma analogia e critica clara sobre o quanto racionalizar durante o jogo, não é necessário.

Uma metáfora e uma pergunta.

Você sentiu alguma coisa? Você entendeu alguma coisa? 

Ou... você preferiu passar mais tempo obcecado pela sua descoberta?



Mas não.


Claro que não podia ser isso. Não podia ser uma critica né? Imagina, um criador deixar uma mensagem pra quem só pensa de verdade, sobre seu jogo, se a conclusão do raciocinio todo foru uma resposta que só serve pra alimentar o próprio ego.

"EU desvendei o Gaster."

Enquanto a mensagem do jogo tá lá fora dormindo na chuva tadinha.

Imagina alguém usar um adulto frio, e extremamente focado no próprio progresso de maneira individualista, em contraponto a um protagonista jovem, focado em um progresso comunitário - no melhor final do jogo.

E no pior, ambos, da mesma forma, e pelo mesmo progresso egoista acabarem na escuridão. 


Não não. semelhança de mais não é narrativa né? Só esquizofrenia.

Tinha que existir outra resposta. Um chefe secreto. Uma luta final. Um arquivo escondido. Uma recompensa. Uma revelação. E uma forma de transformar experiência em informação.

Porque existe uma coisa que fandoms fazem constantemente. Elas confundem compreensão com posse. Acham que entender uma obra significa extrair tudo dela. Catalogar tudo. Arquivar tudo. Consumir tudo. Explicar tudo. Como se uma história fosse um cadáver esperando autópsia. E não uma experiência.

E eu acho que grande parte da obsessão pelo Gaster nasce exatamente daí. Porque Gaster é um vazio. E seres humanos odeiam vazios. Nós preenchemos eles. Com teorias. Depois preenchemos as teorias com mais teorias. E depois passamos a amar as teorias mais do que o vazio que criou elas. Ok.



Eu nem acho a esse ponto que isso seja só uma interpretação minha. Porque quando a comunidade começou a desmontar Undertale procurando respostas nos arquivos, Toby Fox claramente pareceu desconfortável. E aí apareceu 'abc_123_a.ogg' (https://youtu.be/x_WUCvYkRyc?si=zT2BGOVmUnLTH5pg). 

E a reação coletiva foi:

"MEU DEUS É UMA MENSAGEM DO GASTER."

Sério? Do Gaster? Do personagem que praticamente nem existe?

Ou talvez fosse simplesmente Toby Fox olhando para uma multidão desmontando sua obra peça por peça e pensando:

"Vocês sabem que dá pra comer o bolo sem destruir a cozinha inteira, né?"

Porque às vezes eu tenho a sensação de que a comunidade inteira olhou para um pedido de moderação e transformou ele em mais combustível para teorias. O que é quase poético.

O cara diz:

"Talvez vocês estejam procurando demais."

E a resposta é:

"MEU DEUS ISSO É UMA PISTA."

Inacreditável.




Fora é claro, esses outros detalhes que em 2026 são ignorados,,, acho q valem a pena serem relembrados:

"""Entrevista""" do Toby antes do lançamento de Delatrune...


(Deltarune é uma ideia do Toby que começou a aparecer na internet por volta de 2011, mas pode ter surgido na cabeça dele a mais tempo, Undertale é como se fosse uma AU de teste pra como seria o jogo real dele -Deltarune-, e ambos NÃO SÃO continuação do outro justamente por causa disso, tem gente que ignora ou só não sabe.)


Essa cena do cap 3: 
https://youtu.be/ZD8g_9Pk5hw?si=mLeXJl5TYpwl2uJO 
em relação ao Mike, que tava sendo vitima de muitas teorias doidas...


Eu não sei muito como as pessoas olham pra isso e acham q é o tipo e "piadinha critica" a comunidade que se aplica apenas ao Mike, honestamente.

Troque "Mike" por "Gaster" ou "The Knight", escute CDs da Xuxa ao contrario as 3 da manhã e o diálogo continua idêntico. O Toby tá rindo do fato de que os personagens que ganham mais artes, mais discussões e mais atenção da comunidade são justamente os que nunca apareceram de verdade na tela


A fandom é obcecada por um grande nada.

Nem vou falar do Berdly, que é a sátira mais consistente e frequente da criança gamer que não sabe nada do que está dizendo e que a comunidade inteira fica feliz quando entra em coma,,, erm. Irônico.


E aí eu volto pra pergunta principal dessa porra (a porraKKKKK) do Gaster. 

Que segredo viado? Que segredo exatamente vocês estão procurando?

Porque Undertale nunca me pareceu uma história sobre descobrir. Undertale me parece uma história sobre reconhecer. Reconhecer dor, afeto, culpa, humanidade. Reconhecer o outro.

Por baixo de toda 'magia', dos ataques, poderes, das rotas, universos paralelos e personagens engraçados. Existe uma mensagem ridiculamente simples.

Você não precisa ser um detetive pra entender a história. Você precisa ser um coração. Você é um coração. Pelo menos deveria.

Que se dane o quão grande o seu cérebro éKKKKKK, o quão rápido ele processa as coisas. Você tem bravura? Justiça? Bondade? Paciência? Integridade? Perseverança? Determinação

Como você utiliza essas virtudes? O quanto você expõe elas? Tanto em Undertale quanto na vida real qualquer pessoa pode se utilizar dessas coisas de formas diferentes e sofrer o mesmo 'karma' dos finais dos jogos.

Meu Deus eu fico tão agoniado quando eu vejo discussões inteiras reduzindo a obra a mistérios ocultos. Parece que pegaram uma história sobre empatia e transformaram ela numa caça ao tesouro, desmontaram um violino para descobrir por que a música era bonita.

(https://br.pinterest.com/pin/453596993743346716/)


Outra coisas que mais me faz estranhar quando as pessoas tentam separar completamente a obra do Toby dele mesmo ou embasar a leitura dos jogos com um "dane-se a mensagem" assinado em baixo,  é que o cara literalmente passou anos colocando a própria forma de pensar dentro da música.

Se você fuçar as redes do Toby, fora os outros trabalhos pra Nintendo, collabs sonoras com outros artistas, os poucos reposts de comentários e analises musicais, e até as musicas de meme, você encontra um padrão tão gritante que fica difícil ignorar. Todas as musicas são a sobre relações, alteração/evolução ou algum sentimento. TODAS.


ESSA TAMBÉM.

E isso é interessante porque quando as pessoas falam das trilhas dele elas geralmente tratam elas como se fossem associadas a personagens específicos, quando muitas vezes parece ser exatamente o contrário.

Os temas musicais dele raramente pertencem a uma pessoa.

Eles pertencem a um sentimento, ferida, motivação, um estado emocional ou uma ideia.

E por isso os leitmotifs dele funcionam tão bem. Porque eles não estão conectando personagens. Estão conectando significados.

Temas reaparecem de Homestuck a Pokémon não porque duas pessoas são secretamente a mesma, mas porque estão passando pelo mesmo processo emocional. Porque carregam o mesmo medo, culpa, esperança ou vazio.

E eu acho muito engraçado quando as pessoas se perguntam ou optam pelo extremo e relevam o:

"POR QUE MEGALOVANIA APARECE EM EARTHBOUND, HOMESTUCK E UNDERTALE?"

Porque não é sobre o Sans. Nunca foi.

A internet transformou a música nisso porque a luta dele virou a top batalha mais marcante da rota genocida. Mas a música existia antes. E continuou existindo fora da cena do Sans. Porque a ideia a a mensagem que ela carrega é maior que ele.

Ela tá nessas histórias pra soar como pânico, perseguição, estar encurralado e precisar agir pensando rápido, retomar as redais da situação, e ela reaparece exatamente nesses momentos.

E quando você começa a olhar para o resto das trilhas do Toby por essa lente, muita coisa muda. Porque os temas dele raramente descrevem indivíduos. Eles descrevem estados da alma.

"Mas o Gaster tem tema próprio dentro dos arquivos do jogo" (que não tocam na gameplay em momento nenhum) você pode argumentar. 

E sim tem, enquanto ELE PRÓPRIO NÃO ESTÁ. Pq é um cientista que se perdeu e deixou de existir naquele plano. A quebra do padrão musical serve apenas para ilustrar essa ausência, a quebra de permanência do próprio personagem em relação ao universo em que ele existia em si, e não para criar uma presença oculta comandando o jogo. Siquer comanda.

Tornando o "Lomotif dele" a mesma coisa que os outros, temas de atmosfera e eventos. Você virar uma meia ao contrário não transforma ela em um diamante, não sei se tu sabe..

Bom- UAUUU almas em Undertale e Deltarune, que conceito novo né nunca vi antes KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK



O interesse do Toby nunca parece ter sido construir um universo para ser decifrado, e sim construir emoções para serem sentidas.

Gente meu Deus, sei q eu tô me repetindo mas eu realmente acho exaustivo como parece que metade da comunidade está tentando descobrir como a máquina funciona enquanto o Toby está desesperadamente tentando mostrar por que ela existe.

Eu também meio que eu comecei a fritar mais nisso em 2025 por causa do meu pai. Ano passado antes dos capítulos mais recentes de Deltarune saírem eu tava realmente muito felizKKKKKKKK não conseguia calar a porra da boca e comecei a tentar explicar brevemente o que era Undertale pra ele. Falando dos personagens, as rotas mensagens, as ideias. E aí eu mencionei que a comunidade costumava abrir os arquivos do jogo procurando segredos.

Um pobre homem pré-idoso passou instantaneamente do modo "ouvindo educadamente" para o modo "horrorizado".

Tipo genuinamente horrorizado pra cacete.

"COMO ASSIM INVADIRAM OS ARQUIVOS DO JOGO?????"

E eu fiquei tipo: YASSSSSSSS!!! YASSSSSSSSS CARALHOOO!!!

MEU VELHO ENTENDEU!! ELE ENTENDEU COMPLETAMENTE!!!

Porque aquela reação veio de uma geração diferente de oq? 'Gamers'? Meu pai zerava qualquer jogo de 8h do Xbox mas não sei se consigo chamar ele assimKKKKKKKK mas enfim ----- ele é da galera que via jogos como obras. Experiências. Mensagens. Coisas para serem vividas. Não minas de dados ou planilhas. Quebra-cabeças infinitos.

E aí eu comecei a perceber uma coisa.

O Toby Fox também pertence um pouco a essa tradição, mesmo que ele esteja beirando o finalzinho dela pela idade, ele pegou ainda um pedaço dessa "filosofia".

Os jogos que influenciaram ele carregam essa mesma característica, principalmente os que foram base pros que ele fez. Eles não existem apenas para serem zerados, mas sim para deixar alguma coisa dentro de você.

E aí chegamos nas influências dele, que são hilariamente consistentes.

EarthBound - crianças salvando o universo. Homestuck - mais crianças salvando o universo. OFF - um sujeito estranho ""purificando"" o mundo. Toy Story - brinquedos salvando brinquedos. Touhou - garotas demônio salvando a cidade.

OK.

ENTENDEMOS.

O cachorro com sintomas de TDAH gosta de coisas sendo salvas. Mas né, claro, existem coisas mais profundas conectando todas essas obras.

Todas elas começam do mesmo jeito. Leves, coloridas, engraçadas, estranhas, confortáveis e musica boa pra caralho. Você entra achando que encontrou um mundo divertido e sai carregando os traumas emocionais de quinze pessoas diferentes.

Em todas elas existe um momento onde a fantasia para de esconder o que realmente está acontecendo, a aventura vira crescimento, a comédia vira melancolia e a porra da a inocência encontra a realidade.

Mano eu sei que tô metendo muitas "listas de características" nesse texto, mas literalmente não tem como só falar "características" sem ser específico sobre elas. Então pausa leve pra pedir desculpaKKKKKKK(me desculpa aioo</3),, vai continuar acontecendo. ENFIM.



E é exatamente nessa porra aí que está o coração da arte do Toby.

No fim das contas essas histórias nunca são sobre salvar o universo, essa é só a desculpa, o que está sendo salvo é sempre algo menor, muito mais frágil.

Uma amizade, uma memória, uma infância, uma identidade, uma pessoa, uma versão de si mesmo.

E por isso que quase todos esses personagens terminam parecidos. Eles passam por infernos. Cometem erros. Se perdem. Quebram. Mudam. E chegam ao final carregando a mesma conclusão.

"Eu não sou mais quem eu era."

"Eu não sou quem eu fingia ser."

"E talvez eu nunca tenha sido."

"Mas agora eu sei quem eu posso me tornar."

E honestamente? Quanto mais eu penso nisso, mais eu acho que essa sempre foi o foco do Toby Fox, mistérios? Códigos? Teorias? Gaster? 

(https://br.pinterest.com/pin/795307615483429734/)

Não né porra.

Transformação.

A ideia de que pessoas podem mudar, pessoas podem se encontrar, sempre existe algo dentro de você que vale a pena salvar, mesmo quando todo o resto parece estar desmoronando.


E mano, de novo, agora eu vou ter q dar uma leve surtada e parecer um fudido que não sai de casa nem toma banho há 15 anos, mas votando pra porra do ponto central. 

Tamo falando de um musico, Tá? 

Se tem alguma classe de artistas que REALMENTE dominam metáforas e linguagem não literal, são músicos. Ninguém deveria sequer ousar interpretar uma obra em que musica é um puta foco e base narrativa, sem considerar isso.



Mas o que é música, afinal? Um “barulhinho bonito”? Não. Física, biologia e psicologia no mesmo eixo científico.

Há pesquisadores sérios trabalhando com isso a ANOS e provando o impacto real que simples sonzinhos fazem com a nossa cabeça
Acho que vale mencionar os maiores atuais:
Stefan Koelsch descreve como a música ativa circuitos neurais profundos ligados a emoção e prazer; Edward Large estuda a percepção de ritmo como um sistema dinâmico; e a minha favorita de todas, minha sheyla, a Dra. Sylvie Nozaradan, que trabalha com o entrainment neural.
Já ouviu falar sobre groove? Aquela urgência incontrolável de mexer o corpo quando você escuta uma batida muito boa? Então, essa porra há um bom tempo atrás era classificada mais como um fenômeno da psicologia (o sentimento de querer dançar), mas a pesquisa da Sylvie veio dar um upgrade científico nisso. Ela buscou comprovar e entender, na carne, que esse evento é o seu cérebro sendo arrastado e se alinhando ao pulso do som, em sincronização biológica direta com ele. Eu acho uma das coisa mais fofas do mundo descobrir que, antes mesmo de você fazer qualquer coisa, o seu campo motor inteiro já está dançando sozinho e disparando eletricidade no ritmo da música para só depois movimentar os seus membros.

Música não é enfeite, mas sim um fenômeno físico que o corpo interpreta, traduz e devolve em resposta metabólica.
E beleza já falei da arte e a psicologia, vamos entrar no campo do universo físico, feito de oscilações, ondas e ritmos brutos que moldam até a porra do clima e as dinâmicas planetárias. 
A Terra apresenta o exemplo mais violento disso na chamada Ressonância de Schumann. O padrão-base histórico e saudável do planeta sempre foi cravado ali em 7,83 Hz. Esse é o compasso normal de fábrica, enquanto os níveis de 14 Hz e 20 Hz sempre existiram ali no fundo, mas discretos, como harmônicos naturais e silenciosos. Só que o bicho tá pegando de verdade porque o ambiente espacial entrou em atividade extrema, com tempestades solares violentas e anomalias geomagnéticas, o gráfico de energia está sofrendo picos insanos e persistentes, jogando uma potência e um volume absurdo do planeta direto para esses harmônicos mais altos com uma constância que nunca foi o normal.
Isso é fato e tá no papel. Nesse PDF na vdd KKKKKKK (https://science.nasa.gov/wp-content/uploads/2023/05/154_48a5766284d47dc2523cb38d856654f6_STOLCVIKTOR.pdf) submetido à NASA em 31 de outubro de 2021, intitulado "O Impacto das Ressonâncias Schumann na Fisiologia Humana e de Mamíferos", os caras perceberam justamente esse padrão de anomalias e propuseram um estudo inédito para destrinchar as consequências médicas de quando a Terra sai do tom. 
E quem assina são autoridades pesadas: o Dr. Viktor Stolc, que é o cientista-chefe da NASA Ames; o Dr. Maurice Ohayon, neurocientista de Stanford que estuda o cérebro e o sono; o Dr. Friedemann Freund, físico do SETI especialista em energia planetária; e o Dr. David Loftus, médico e biólogo de ponta também da NASA. 
A proposta deles é explícita ao conectar essas alterações geomagnéticas com impactos na Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC), desregulação do sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático) e surtos epidemiológicos de internações cardiovasculares em hospitais. O nosso sistema biológico entra em colapso tentando processar essa sobrecarga de dados atmosféricos. Não é uma flutuaçãozinha boba de rotina. 
E eita família, olha aí o estopim rolou em 2024. De lá pra cá, a saúde coletiva derreteu. É surto de insônia, baixa imunidade geral, cansaço inexplicável e pane mental em massa. Um dos motivos? O sussurro de fundo confortável da Terra em 7,83 Hz está sendo sufocado. O planeta tá registrando picos violentos, repetitivos e bizarramente frequentes de 14 Hz e 20 Hz, transformando o que era só um eco fraco num bombardeio energético mais constante. 
Acho que se você fizer uma pesquisa muito rápida agora, uma das primeiras coisas que vai aparecer são uh, fora aquecimento global, o aumento de uso de eletrônicos, ignorando que retroalimentação é algoKKKKKKK se o ambiente magnético da Terra sofre um choque solar em 2024 e os harmônicos de 14 Hz e 20 Hz (que batem na faixa das coisas que eu mencionei,, ondas Beta de estresse e alerta bla bla bla coisas de saúde paias) essa merda reflete e o que o ser humano moderno faz quando se sente desconfortável, ansioso ou isolado? Ele busca uma muleta dopaminérgica instantânea. É obvio que ele puxa o celular. 
A nossa biologia passou milhões de anos evolucionários (mais de 200.000 anos só da nossa espécie) acostumada com a frequência de 7 Hz fazendo a maior parte do solo principal, e agora não tá aguentando o peso desse novo arranjo. É como se uma ópera com leve participação de sintetizadores começasse a virar um hard techno.
Uma musiquinha boba que a gente nem escuta tá alterando o nosso metabolismo na marra, e doa a quem doer. Só no nosso mesmo Datena.
Mas bah né, quem é a NASA pra ter interesse nesse tipo de pesquisa? Como ousam ai ai...
E isso, claro, não fica restrito à Terra, porque o cosmos inteiro opera através de dinâmica, vibração e resposta de sistemas, a própria ESA (Agência Espacial Europeia) já registrou fenômenos ressonantes parecidos na atmosfera de Titã, lua de Saturno. Como já dizia a frase icônica do próprio Nikola Tesla: 'Se você quiser encontrar os segredos do universo, pense em termos de energia, frequência e vibração.'
Porque é frequência pura. A Terra tem a assinatura dela, e quando essa assinatura sofre picos violentos tudo é arrastado junto com o ritmo---- porra tô mudando muito de assunto. Mals heh.
Enfim, bla bla bla música nunca foi só entretenimento, soundtrack ou uma arte isolada no mundo. Música é a engrenagem que dita as regras do seu próprio corpo, o padrão eletromagnético que define se a nossa biologia dança em harmonia ou entra em colapso. 
É o que move o motor do universo e do seu próprio coração (literalmente atéKKKK) bla bla bla blaa.

Me pergunto se você já viu algo parecido em dois certos jogos,,,

Uhm, quem sabe,,,

Eu lembrei de um vídeo do “Quadrinhos na Sarjeta” em que ele comenta uma “polêmica” meio besta que rolou com parte da comunidade nerd, sobre ele ser um canal que fala de quadrinhos, filmes, animes e mangás de um jeito mais analítico, trazendo filosofia, política, contexto histórico e leituras mais profundas das obras, ao invés de só ficar no superficial tipo “o ator é bonito” ou “a impressão da edição ficou boa”, e como isso supostamente “estraga a cultura pop” ou algo nessa linha. Que sim, n faz sentido nenhumKKKKK

E em um momento do vídeo ele faz um comentário que eu concordo muito, e que me lembrou o porquê desse cara ser tão foda e dono do meu canal favorito kkkkkaiiii, que basicamente é:

Quando você gosta de verdade de alguma coisa, independente da mídia, é natural querer pensar sobre ela em vários níveis, certo? Não só o que aparece de cara, mas também o que está por trás, o que influencia aquilo, com o que aquilo conversa em outras obras, que ideias ou filosofias estão sendo trabalhadas ali, certo?

(porrA do video em questão: https://youtu.be/gCZ3wKmkj_Q?si=dhVlviJzWCzGn_9s )

Enfim, achei que valia mencionar isso aqui.


Não acho que quem está a fim de continuar esse tipo de teoria está limitado a algum aspecto de 'Larper Culture'. Na real, a explicação do porquê a comunidade fez e ainda se mantém nisso é bem simples…
Cara, Undertale é um jogo indie lançado em 2015. Qual era o público-alvo que consumia esse tipo de mídia na época? A galera do web surfing. Jovens universitários, criadores de conteúdo e, principalmente, crianças e adolescentes de 7 a 14 anos que descobriram o jogo através de gameplays no YouTube.
Convenhamos: em 2015, quando a cultura de canais de ensaios e comentaristas nem existia no Brasil, nenhum criador de conteúdo de 17 anos que ganhava 5.000 inscritos menores de idade do dia para a noite ia fazer um vídeo dizendo: 'Olha aqui, galera, como esse jogo é uma alegoria profunda sobre a vivência humana, tem até menção dos principais pontos de chakra e exploração das virtudes da alma'. Óbvio que não.
Uma criança vai se interessar pela bagagem sociológica e filosófica da história ou pelo sprite secreto escondido no código do jogo? Pelas teorias insanas de conspiração, óbvio.
Eu falo por mim: por mais que eu amasse filosofia em níveis anormais quando era mais novo, e qualquer outra porra com teor mais profundo e “”””adulto””””, eu e meus amigos estávamos muito mais preocupados em como o Sans era hipermaneiro, as musicas insanas e as batalhas melhores ainda. Meu irmão ninguém dava a foda pra nenhuma metáfora, NEM TINHA REPERTÓRIO PRA INTERPRETAR OU ENTENDE-LAS. 
É completamente compreensível que as coisas tenham sido assim em 2015. O problema é que o tempo passou e as crianças daquela época cresceram. A profundidade de Undertale nunca esteve tão nítida, e apresentar o jogo por uma lente artística diferente do que a bolha exige não deveria te botar em uma cruz. A nostalgia é um processo natural e necessário, sim, mas a postura atual dessa comunidade já virou imaturidade pura. Apenas.
De que jogo do Toby você gosta, afinal? Dos que existem ou do que você criou na sua mente?

Bom por enquanto independente do que eu fale, ou o Toby fale, as pessoas vão continuar com isso, direto delas. Só é que ermm,, os indícios de "amigão, para de falar de Gaster e destorcer o jogo, vc vai quebrar a cara" estão ai, gostaria que mais pessoas prestassem atenção nisso.


Será que em algum momento a maioria das pessoas vai se importar com o que realmente dá peso a essa história? Menos 'quem é o Cavaleiro' e mais 'o que esses personagens e o que eles estão sentindo'?

O Toby Fox não passou anos refinando leitmotifs para a comunidade tratar o jogo como um mega puzzle do Excel trancado. Ele construiu um universo para o seu coração sincronizar com o dos personagens.

No fim das contas, a cozinha inteira pode até vir abaixo, mas o bolo continua sendo sobre empatia. E para entender isso, você não precisa de um supercérebro de data miner. Você precisa ter uma alma. Um coração.





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